"Alguém aí pode admitir que essa merda de vida dá um medo filho da puta, e que ficar longe de tudo dói, e que ficar dentro de tudo dói, e que estar aqui, agora, dói pra cacete?"
— Tati Bernardi (via adoecida)
(via adoecida)
"A saudade é o único sentimento que uma pessoa só tem quando não tem."
— Deplorável (via romuloassis)
(via poesia-em-prosa)
"A verdade é que eu não acordei triste hoje, nem mesmo com uma suave melancolia, está tudo normal. Mas quando fico triste, também está tudo normal. Porque ficar triste é comum, é um sentimento tão legítimo quanto a alegria, é um registro de nossa sensibilidade, que ora gargalha em grupo, ora busca o silêncio e a solidão. Estar triste não é estar deprimido."
— Martha Medeiros (via NDG)
(via poesia-em-prosa)
"Não sei se a espera é ter esperança. Esperamos de tudo, da vida, das pessoas, das coisas, dos fatos, de nós mesmo. Dizia Caio Fernando Abreu. Mas, e a esperança que temos… Quando ela se acaba o que fazemos? Eu sento. E debruço-me em minha cama de novo… E espero ela voltar… Espero os sonhos que eu tive se apagarem com o tempo que corroeu tanto. Logo eu, que falava tanto sobre não desistir das coisas. Mas quando a coisa aperta de verdade, não existe saída. Tudo se transforma em um breu. A consciência que você tinha sobre certa coisa se esvai com o menor vento que passa. Não importa o quanto você diga a si mesmo. Não chore, sorria. Levante a cabeça, não chore. Não desista e não chore. O que te sobressai e perpassa o teu ser é tão grande que você fica no vazio. No nada. Na espera de ter a esperança de que um dia tudo volte ao normal."
— Renato Morgado. (via coisas-texto)
(Source: renatomorgado, via ihorranamoraiis)
"A vida que passa, o tempo que corre, a lua que sorri, a névoa da dor que inebria a alegria que se perde na ânsia do êxtase da realização dos desejos de uma juventude sadia que vive numa sociedade doente. O coração que espreme ao sentir demais, e ter falta demais, a saudade do que se têm e do que não têm. O medo, solidão, ansiedade, vazio, tristeza, alegria, felicidade, sorriso, amizade, falsidade, inverso, caráter, ser, não ser, descobrir, se conter. É a vida do que se diz que não se encontra do que se perde e reencontra no âmago do que se desconhece na busca pelo intangível. O que sou, e nada sou, na filosofia barata, do nada que se vê e do tudo que se sente. Se sou não sei se sou."
— Renato Morgado.
"Nem é nada não. É que as vezes bate uma tristeza sabe, uma vontade de ficar só, de ouvir uma música qualquer, e chorar por todo aquele choro acumulado."
— Thiara Macedo (sdpm)
(via criticasdepoeta)
"Sou tão fácil de se iludir. Mas acho que não sou iludido nem tanto pelas pessoas, eu que me iludo mesmo. Fico imaginando cada coisa idiota, imagino nós dois juntos, de mãos dadas, abraçados, rindo por uma besteira dita ao vento (clichê? sim eu sei.). Quando estou só fico olhando os casais que passam e imagino eu e você, juntos. Sorrindo, cantando, correndo na chuva. E na estação de trem sair correndo atrás de ti pra te dar um beijo. Fico com meus fantasmas da ilusão. E sofro só."
— Renato Morgado.
"Meu coração anda acumulando muita coisa ultimamente, tô deixando de chorar aqueles cinco minutos por dia, tô deixando de gritar aqueles minutos sabe… Tô deixando tudo de lado, pra ver se eu consigo “ser feliz” por um certo tempo que seja. Eu sou assim mesmo, dramático, tenho a maior tendência de fazer do difícil ficar pior ainda, e do mais fácil nem acontecer. Queria só por algum tempo me desligar de tudo. Esse é o motivo que amo dormir, eu não fico em mim, vou pra tão longe que não queria voltar, juro que não queria."
— Renato Morgado.
"Quantas chances desperdicei,
Quando o que eu mais queria
Era provar pra todo o mundo
Que eu não precisava
Provar nada pra ninguém."
— Legião Urbana - Quase Sem Querer (via fuckingfeel)
(Source: tudotemseuvalor, via de-sapropriado)
"
Algo em mim proseou, eu ouvi:
— Hora de mudar!
Disse o corpo em definho,
Ou foi a alma enlodada?
Um tanto mais tarde sussurram:
— Mas corpo não troca de alma.
Diziam ambos entre si.
Se alma não se vai,
E corpo não se desabriga,
Como deixar um velho eu?
Salve minha alma maltrapilha!
Suja, ingrata, desamada,
Imoral e corrompida
Por uma vida desamada.
Não aprendi mudar a alma
Mas em certo sonho alguém me disse:
— Troca os ares, o tal “Eu Lírico”!
Acordei-me atordoado em pressa
Abri minhas janelas e gritei:
Traz amor pra me lavar!
Desentranhar os cheiro de males.
Banhei corpo e alma numa só essência
Num sentimento claro e genuíno,
Numa paz que me elevou.
Corpo e alma resolvidos,
Um “Eu lírico” novo em folhas alvas,
Suspirei rindo da vida,
Que por instante se fez bela.
"
— Matheus Ribs - Cheirando à Novo (via sentimentalismo-exacerbado)